domingo, 6 de agosto de 2017

Sonho...

Era frio, 
jantamos naquele restaurantes simples, 
tinha uma certo ar de descuido, de velhice, 
você me convenceu de que essa a graça do lugar;
Pedi um prato quente, você um prato frio, 
discordamos quanto ao vinho, 
e  também quanto a sobremesa;
em determinado momento, enquanto te olhava,
percebi que não era a comida,  ou a bebida, ou todo o resto,
era você.. era você a graça da noite;
Não percebi quando deixamos de falar sobre você ou sobre mim
e começamos a falar sobre política,
ou quando começamos a falar sobre nossos animais 
de estimação, muito menos quando você, em um rompante,
segurou minha mão sobre a mesa, corei... tentei puxar,
você segurou;
Não lhe soa estranho o quanto certos sentimentos 
podem nos provocar medo?
Não sei bem o que senti, medo, receio, inércia...
Seu olhar de carinho me fez relaxar, era tão doce,
tão cheio de coisas boas;
Você se propôs a me deixar em casa, aceitei..
não sabia o que dizer durante o caminho, 
mas quando te olhava de soslaio percebia que você sorria,
perguntei qual era a graça e sua resposta foi "você", 
mais uma vez eu não soube o que dizer, queria que o tempo
fosse mais rápido, queria acabar com aquela tortura;
eu nunca soube como tudo terminou, o despertador não me deixou descobrir...



sábado, 13 de setembro de 2014

Eu saberia dizer semelhança entre um corvo e uma escrivaninha...
poderia estabelecer uma sólida relação entre um chapéu de palha e uma maçã;
Também poderia escrever uma história de amor entre
uma nuvem e uma pedra;
Me sujeitaria atravessar o oceano a nado;
correria por todas as tempestades pra que pudesse segurar um raio nas mãos;
tudo porque o toque da sua mão me é mais mortal que um raio;
já perdi a conta de quantas vezes morri nas suas mãos,
de quantas vezes perdi os sentidos  e a razão, por um simples toque seu;
Eu até ensinaria um gato a latir, um cachorro a miar,
um cavalo a respirar em baixo d'água...
parece tudo tão fácil..tão simples;
mas é por sua causa;
por sua causa eu obrigaria as folhas a não caírem;
transformaria um pântano em um bosque;
um abutre em uma andorinha que fizesse sozinha o seu verão;
Não entendo a razão de as coisas serem como são,
decifrar o tempo pode ser algo doloroso,
mas é o melhor dos meus passa tempos;
Não daria uma moeda pelos seus pensamentos,
mas daria uma vida pelo seu coração...


Ação e (re)ação - Inexo

Por muito tempo fiz de mim um baú de segredos, 
de sonhos, 
sonhos solitários,
momentos de mim mesmo, 
por muito tempo fui cheio de mim mesmo e vazio de sentimentos,
mas se sentir cheio e vazio ao mesmo tempo é complexo,
e essa complexidade ganha outras formas quando saímos deste estado
de dualidade hermética. 
A dualidade a qual me refiro é "estar cheio e vazio";
Mas esse hermetismo aos poucos deixa de existir, 
talvez não a dualidade, 
mas o hermetismo sim...
As vezes você deixa alguém entrar, 
mas pra algo entrar, 
algo tem que sair e deixar um espaço a ser preenchido, 
as vezes esse algo que entra encontra obstáculos, 
as vezes também ele encontra seu jeito de superar esses obstáculos, 
em outras ocasiões, muitas ocasiões na verdade, 
esse algo que tenta entrar te deixa confuso...
Mas...
o coração se acostuma a estar vazio, 
a estar condicionado a primeira lei de newton, 
e então torna-se necessário que se use a segunda lei de newton, 
é necessário insistir até que finalmente, 
a terceira lei acontece...
Mas a inércia também compactua com a terceira lei, 
principalmente quando se trata de coisas do coração, 
porque um corpo inerte precisa de força externa, força essa causada por uma ação,
que tem como reação o fim da inércia...
Dizem que pra algo dar certo é preciso que a química aconteça, 
mas não... a física continua sendo a mãe dos fenômenos...
Contudo, talvez, é apenas uma hipótese, claro...
seria necessário despir-se dos preconceitos e medos, 
e seguir os instintos, deixar-se perder a racionalidade e cair nas graças dos sentimentos.
Ou então, aceitar sua condição de inércia e hermetismo, voltar a ser cheio de si e vazio de todo o resto...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

"[...]

Inspiração...
Essas linhas parecem não entender tudo que tenho a dizer, 
tantas coisas que sinto. 
 em um breve espaço de tempo as palavras me fogem,
os sentidos se perdem, 
as melodias se confundem;
Me falta a inspiração de outrora,
me falta um sentimento, 
um afago sincero,
talvez me falte até mesmo saliva de outrem;
Percebo na falta de sonhos, 
nas frustrações de diárias, 
nas novas dores que tenho carregado, 
nos poucos sonhos que ainda me restam e 
na solidão que tem me rodeado;
Talvez não me falte inspiração, 
talvez esteja acontecendo o que por muito tempo temi
e por tanto tempo almejei: a inocência se foi, e com ela
alguns sonhos e parte da esperança, 
esse é o preço que a vida lhe cobra por ser adulto.

sábado, 23 de março de 2013

Dama(o) da Noite!

Tu tens sonhos de adolescente..
Tens a inocência de uma criança recém nascida;
Tens a malícia da vida e o regato de estrelas em um céu negro;
Tu és a contenda causada pelos trovões em meio a chuva calma...
Teus pés tocaram o algoz da morte e deleitaram-se nas águas do rio Aqueronte, mas o balseiro não aceitou uma moeda, preferiu roubar-lhe o sorriso...
No lugar onde a luz nunca chegou, tu seguiste o caminho, sem a oportunidade de demonstrar um sorriso e tornou-se refém dos lábios e dos enfadonhos risos que eles expressam... Teus olhos perderam o riso, a graça...
Os tigres não lhe amedrontam mais, eles na verdade sequer perecem existir;
Imagino que vês as rosas, mas não sentes seu cheiro ou aprecia sua delicada beleza;
Teus sonhos de adolescente, nunca foram sonhos, nunca passaram de miragens;
Tua inocência na verdade é indiferença...
Tu és uma dama da noite que caminha pelo dia sem notar o sol...
Uma alma perdida entre os vivos, esperando pela segunda morte; 
Implorando pra que quando este momento chegar, lhe deem a oportunidade de levar consigo uma moeda de prata, para que não perca um segundo sorriso...
Para que seus olhos brilhem outra vez, mesmo que do outro lado do véu!

domingo, 10 de março de 2013

Miragens

Plantei uma árvore, depois plantei outra, plantei outras duas, 
depois plantei uma roseira, depois plantei outra, plantei outras duas roseiras;
A chuva parecia ter prazer em cair sobre o meu jardim, sabia exatamente a hora que precisava ser regado;
Semeei algumas sementes, mentira, foram várias sementes, elas caíram onde lhes parecia correto cair...
E elas nasceram, a terra às acolheu com gosto, com um abraço de vida;
Fiz um jardim e nele havia Carvalhos, Pinheiros, Ipês, uma Jabuticabeira, eram tantas as árvores, não poderia eu descrever todas.
 Havia um pequeno lago, meia dúzia de peixes ou duas dúzias talvez, meu lago tinha águas transparentes, fundo negro, mas tinha vida e era nítida a vida dele;
 três ou quatro cisnes brancos, dois ou três cisnes negros, talvez mais ou menos;
A noite meu jardim tinha um cheiro singular, uma mistura singela do doce aroma 
eucalipto com o rasgante aroma de três ou quatro Damas da Noite;
Caminhar descalço sobre chão, a grama, parecia o céu, o chão parecia entender as preces da minha pele que queria vida; 
Grama verdinha,sol amarelo, rosas vermelhas, tanta cor, tantos desenhos tantos sonhos...
Tantos pássaros, tantos sons, tanta música...
Tanta história...
Ah sim... é uma bela história a ser contada, mas é só uma história, a verdade não é bem assim...
Plantei uma semente, ela morreu... plantei outras duas sementes elas também morreram,
tudo que eu vi não passava de uma miragem...
A chuva nunca caiu, os cisnes nunca existiram, o lago também não;
Quando caminhei sobre meu provável jardim, ele queimou meus pés;
Pensei ter jogado sementes sobre uma terra fértil, mas na verdade era um deserto;
No final, tudo não passou de uma miragem, uma bela, linda, perfeita miragem,
mas miragens também machucam...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Noite passada pensei em você,
 no seu jeitinho tímido,
 no seu sorriso sem graça,
no seu abraço confuso,
 nos seus lábios trémulos;
Noite passada choveu,
e eu lembrei dos momentos que não tivemos juntos,
 lembrei do primeiro sms,
 do primeiro aperto de mão,
da primeira vez que você me fez sorrir,
Noite passada a chuva foi forte e a saudade maior ainda;
Noite passada a chuva foi fria, só não mais fria que meus dias ensolarados sem a sua companhia;
Noite passada abracei o edredom na esperança que ele tivesse seu cheiro;
A noite passada foi mais um número somado a tantos outros sem você,
Noite passada foi nostálgica, foi triste, mas uma tristeza regada de sorrisos bobos que só nós dois conhecemos...
 Não faz muito sentido, mas é importante dizer...
noite passada pensei em você!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Reticências da Existência...


Havia um homem e um garoto...
...e um garoto e um homem.
O homem olhou para o céu e viu estrelas,
pequenos pontinhos brilhantes; o garoto viu pessoas queridas,
que ali estavam a olhar por ele.
o garoto descobriu que o céu era infinito, e decidiu ser astronauta;
o homem viu o impossível e viu o infinito e o infinito pôs fim ao seu sonho,
como poderia ele alcançar o infinito?
o homem viu a mulher e percebeu o seu corpo;
o garoto percebeu o sorriso dela e descobriu que ele lhe causava frio na barriga;
Esse mesmo garoto chorava quando sentia dor ou quando sofria; esse mesmo homem
mantinha-se com aparência inerte, preferia esconder a dor com um falso sorriso!
o garoto e o homem, figuras distintas, separadas pelo tempo...
o homem sensato, o garoto curioso;
ele decidiu experimentar, o outro ele preferiu apenas observar;
aquele ele não parecia em nada "ele";
as mudanças foram sutis ou talvez nem tanto;
ele que um dia brincava com pipas e valorizava sorrisos,
hoje brinca com sorrisos e valoriza as pipas;
esqueceu-se do frio na barriga e o que ele representava,
perdeu a esperança de conhecer o infinito;
apegou-se ao seu frívolo "eu" e o ofereceu aos outros;
mas pessoas frívolas valorizam pessoas frívolas...
uma pena,
mas o mundo reza pra que ele encontre o coração que ainda habita nele,
a verdade é que esse coração já não suporta mais servir apenas para mantê-lo vivo,
esse coração quer voltar a viver!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A gente ama aos poucos,
 com com jeitinho, com sutileza, 
 a gente percebe que ama quando sente saudade, 
 quando sente vontade do abraço, do cheiro, do beijo, do jeito,
 das piadas sem graça, do banquinho da praça, 
 do aperto de mão, do suspiro, da respiração ofegante, 
dos sonhos sonhados juntos, 
 da chuva que caia durante aquele beijo, 
 da vida que seguia sem graça e agora causa frios na barriga, 
da ideia de companhia pra estar sentado ao lado da lareira, 
dos acontecimentos que nunca aconteceram, 
dos momentos que só existem na mente, 
a gente percebe que ama quando se toca que entregou
 na mão de outra pessoa a caneta que escreverá a própria história 
 e assume a responsabilidade de escrever a história do outro,
 escrevendo então, uma única história para duas pessoas...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Só isso...

Chuva à tarde,
aperto de mão, 
cheiro no pescoço,
beijinho no rosto, 
beijo gelado, 
abraço apertado, 
beliscão de namorado, 
quem nunca levou? 

Picolé de groselha, 
bolo de avó, 
comida de mãe, 
doce da tia, 
doce de leite, 
romeu e julieta, 
quem nunca comeu? 

Cheiro de queimado, 
casamento atrasado, 
carro estragado, 
beijo roubado, 
moço sem jeito, 
celular com defeito, 
dores no peito, 
pessoa sem respeito, 
quem nunca presenciou? 

Chorar no banho, 
sorrir sozinho, 
dar tapa na testa, 
correr sem destino, 
sonhar acordado, 
andar no telhado, 
raspar a panela, 
brigar com travesseiro, 
esconder no banheiro. 

Tomar banho frio, 
beber leite quente, 
ter medo de gente, 
ver água corrente, 
 ser inconsequente, 
mentir com jeitinho, 
apertar o cão com carinho, 
pular o muro do vizinho, 
quem nunca o fez? 

Olhar o namorado da amiga, 
comer quando não cabe mais nada na barriga, 
beijar o chão, 
arrancar um botão, 
puxar o cabelo, 
se olhar no espelho, 
dizer que é mentira, 
que isso não acontece na vida, 
a gente meio que entende, 
é difícil admitir que a felicidade é tão simples.

domingo, 13 de janeiro de 2013

(In)Distinto

De modo geral, 
há sempre uma discrepância..
Uns veem as árvores,
outros e percebem o sol,
alguns sentem o perfume,
outros tantos notam apenas o chão escuro,
as folhas caídas, a parte sem vida.
Alguns vão além, 
tocam o chão,
tocam os caules,
as cascas, 
sentem o cheiro,
observam o sol;
mas não é o que veem, 
ou o que sentem,
e sim o fato de verem, 
de sentirem.
 O jeito que cada um vê o mundo é que o torna tão singular;
 não as pessoas, o mundo!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

PUERILIDADE

Minhas atitudes pueris
as vezes parecem senis.
Essa máscara indômita me parece atraente;
Através dos olhos desta máscara,
creio entender o mundo que me rodeia...
 Me remete a sonhos de primavera, fim de outono, inicio de inverno,meio do verão;
Cada estação um detalhe,flores, frutos, frio, calor;
Aos frutos, uma boca que a deguste;
Às flores, alguém sensível o bastante para apreciar sua delicadeza;
Ao calor, uma chuva e uma boa companhia...
Ao frio, uma lareira, uma taça de vinho,um carpete, um beijo, um abraço e
 dois pares de olhos tentando decifrar o silêncio!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Florestas Sem Vida(?)

Quero florestas, mas não florestas verdes;
 florestas amarelas, abarrotadas de sonhos,
 decoradas com a imaginação, banhadas pelas águas da mente;
Quero aquelas florestas que estão entre duas capas, algumas surradas,
 maltratadas pelo tempo e pelo bom uso...
Florestas protegidas pela mais pura percalina ou pela espessura de tábuas de madeira;
 Aquelas florestas que guardam o maior tesouro do homem,
o espirito sem limites,as florestas que curam a ignorância,
que destroem as trevas que existem na mente dos homens.
 Quero aquelas árvores sem vida,
que dependem exclusivamente de mim
 para tornar sua morte algo útil...

domingo, 14 de outubro de 2012

Sonhos

Gosto de sonhar,
gosto de saber que os sonhos são meus, 
minhas loucuras, meus devaneios, meu mundo, 
gosto da certeza de que são meus. 
Gosto de não entende-los, gosto até dos pesadelos; 
não importa se fujo, se choro, se sorrio,
se sou torturado,
se vou ao inferno ou ao céu,
se vejo homens, mulheres ou animais,
se faz chuva ou se faz sol, se vejo anjos ou demônios,
se são loucos, se são prováveis ou improváveis;
Gosto mesmo é de sonhar,
de saber que tenho imaginação e que ela é livre pra voar!"

Nostalgia

"Sinto falta do som de água corrente,
de alguns pássaros cantando,
de capim verdinho,da sombra das árvores,
do ar puro,
 de deitar no chão e observar as nuvens e as formas que elas tomam,
sinto falta da inocência que aos poucos me deixa!"

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chuva... simples chuva!

A chuva cai lá fora,
o íngreme som das gotas d'agua e entram
 pelos meus ouvidos como um linda sinfonia.
 O cheiro de terra molhada,
os vários sons,
as várias nuvens,
os muitos pensamentos.
 Essa chuva que cai,
esse espirito sem limites que do meu corpo sai e vai em
 busca deste sonho obsoleto que frustra minhas razões.
 Lá fora uma chuva de água,
 aqui dentro uma chuva de pensamentos,
 de sentimentos, uma chuva de mim."

 Bruno Grindel.

domingo, 22 de julho de 2012

Saudade

Saudade é sentimento pérfido... doloroso;
é sentimento que brota da necessidade, do carinho,
do aconchego!
É a falta do abraço, do cheiro, do toque, de respirar o mesmo ar.
Saudade é consequência,
é o sofrimento da distância, o mártir da ausência,
a dor do gostar!
Saudade é o dvd das lembranças, sim, o dvd das lembranças;
afinal, é quando a saudade bate que a mente trabalha mais,
o coração acelera, a mão gela,
o sorriso aparece, a lágrima desce e o grito parece inevitável!
Saudade não mata o corpo, mas causa dor na alma, nas entranhas,
no coração, faz a gente pensar que um minuto é um século
 e ai de quem disser o contrário.
Saudade é o grito sem voz,
o grito doloroso de um sentimento chamado amor...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nessas Sensações

Nesses momentos estranhos
e nesses sonhos, para muitos insonháveis;
Nessas idéias complexas
e nesses momentos de desconexão entre real e imaginário
que se passa dentro de mim;
Nessas horas em que na minha barriga  jorra
o que parece ser um frio que entorpece a alma;
Nas sensações causadas pelas
ondas da sua voz quando adentram os meus ouvidos;
Na falta de sanidade na qual a razão da paixão se alicerça;
Na dor constante sentida por não saber
onde está e quando estará;
E nesse inebriante fluxo de sentimentos
tão contraditórios que você me propõe...
apenas fecho os olhos e
rezo todos os dias que o dia seja
grande o bastante pra que eu possa sentir tudo outra vez.

sábado, 14 de abril de 2012

Aquele sentimento...

São pequenos atos
toques simples,
poucas palavras,
muitos sussurros,
tantos suspiros,
vários olhares,
alguns passos,
duas mão dadas,
um sol, um céu, uma chuva,
um sentimento!
Aquele sentimento. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Primeira cena do meu roteiro... *-*

Ext. Floresta Antiga - Madrugada; Crepúsculo

Silêncio, vez em quando quebrado pelo silvar do vento e pelo ranger dos galhos daquelas árvores enorme e tão antigas. Vez ou outra o som de canto de algumas corujas arrematam o silêncio ensurdecedor e conferem o ar tenebroso que a floresta já insiste em manter. Em meio ao debater dos ganhos e troncos das árvores ouve-se o revoar de pássaros assustados. No permear da floresta vê-se uma corrente de folhas secas a serem levadas pelo vento e em meio ao permear da floresta...


Voz de Homem (Gabriel)
(tentando não esboçar sentimento)
Nunca me perguntei a razão de muitas coisas. Há quem diga que nunca as fiz por medo das respostas, acho que talvez eu nem saiba o que perguntar. Acho que me pareço muito com esta floresta, nos tempos em que meu avô me trazia aqui ele dizia que ela tinha vida. E que a voz dela era a mais grave que já ouvira, "o silêncio dela é ensurdecedor", dizia ele, nunca entendi, hoje acho que entendo e talvez por isso me acho tão parecida com ela... (pausa na fala enquanto os galhos das árvores se debatem com a força do vento)...É uma floresta imensa, acho que tão grande que nem ela é capaz de imaginar seu tamanho, suas entranhas já sentiram e presenciaram muitos acontecimentos que, não mudaram sua aparência,mas que, com certeza justificam seu silêncio. Talvez nossa maior diferença seja essa relação entre escuridão extrema e a luz do dia. Apesar de a escuridão da floresta ser tão sombria ela não é capaz de impedir a luz do dia...Já dentro de mim...

Finaliza-se com uma imagem crepúscular que se sobrepõe à escuridão (imagem da câmera deixa e floresta e fixa-se no sol). Corta para.

terça-feira, 6 de março de 2012

Minha Supremacia

Se olhei e não vi, talvez o que vi não era real;
Se li e não entendi, pode ser que esteja escrito errado;
Se ouvi e não compreendi, talvez as palavras estejam trocadas ou ma faladas;
Se cheirei e reconheci a fragrância , a combinação dos aromas está incorreta;
Se toquei e não senti, talvez não haja sentimento;
ou talvez, simplesmente,
Não olhei para a direção correta,
não entendi porque me falta maturidade,
não quero compreender o que me foi falado,
ainda não conheci todos os perfumes...
e se não senti,
talvez me falte sensibilidade!
Não, não... creio que não.
De fato, a ignorância está no resto do mundo...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais uma vez o Tempo

Não é o que está acontecendo.!
Definitivamente não...
mas o que aconteceu e o que acontecerá;
Um ano é apenas umaa paassagem de tempo, exatamente isso, tempo que passou...
Somos tão insolutos ao passado que lembramos dele com nostalgia.
Nos lembramos das pessoas, dos acontecimentos, de algumas lagrimas, de alguns sorrisos, de algumas festas, de alguns beijos, de muitas noites, vários dias, do sexo que rolou e do que nãao rolou também...
Alguns laamentam não ter aquela pessoa especial para passar o naatal, pra abraçar na noite da virada, olhar nos olhos e dizer "Eu te amo";
Outros apenas não se importam ou fazem de conta que não se importam...
No final do ano incontestavelmente olhamos para trás, paara aaqueles que conhecemos, que aprendemos a amar ou odiar, até para aquele que tinhamos certeza que viveriamos sem ele e percebemos que de um jeito ou de outro esse alguém faz alguma diferença;
Lamentamos as laagrimaas, as tristezas, as perdas...
Glorificamos os sorrisos, as alegrias, os ganhos...
Pensamos, quase sempre, naquilo que gostariamos de ter feito, não no que fizemos;
Analisamos fatos, sejam concretos ou abstratos;
Essa nostalgia é imposssivel de ser estancada... é um fato consumado!

Mas no verdadeiro sentido da coisa nos esquecemos do mais importante...
do maldito Tempo;
Ele se foi, assim como aalgumas pessoas, a diferença é que estes que foram deixaram paara trás uma sementinha em nossas mentes; o tempo deixou apenas marcas, boas ou ruins;
E pelo menos tentou deixar-nos uma lição: "O que aconteceu, jaamais acontecerá outra vez, não da mesma forma, não fantasie é um fato, uma regra, sem exceções, não se arrependa por ter feito ou não, apenas aprenda a valorizar o que a vida lhe tem de melhor, o tempo"

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Alice

Era uma garota,
como nenhuma outra,
pelo menos era assim que ela pensava;
Afinal como poderia ela ser igual às outras? Ela assim pensava.

Deveria ela se chamar Alice, sim, Alice!
Vivia no país das maravilhas, não, não; país das duvidas isso sim.
Não poderia se chamar Alice,
mais uma vez a infelicidade de um detalhe lhe frustrava as vontades.

Era dia, queria que fosse noite;
Acreditava que à noite poderia sonhar sem que houvesses incômodos;
“É louca”, diziam os outros, “apenas lê e viaja sem sair do lugar, uma louca”.
“já disse o poeta, tropeço em filosofias e caio” respondia, sem titubear;
as respostas apenas lhe complicavam a situação;

resolveu se calar, observar, sonhar e as vezes escrever;
não lhes deixou mensagem alguma,
apenas saiu;
lá na frente olhou para trás e disse:
“ Adeus mundo cruel, vou procurar meu lugar no véu”

Estava indo buscar aqueles lugares lindos
e aquelas pessoas maravilhosas que a entendiam,
que só ela conhecia, aceitara seu destino;
Saiu ao encontro do país das dúvidas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Poesias de Vida!

Tem sentimentos;
Sim..
sempre foram pra alguem
sempre tiveram uma inspiração,
cada letra, cada verso,
era o que se passava no meu coração,
era o que eu, aparentemente, sonhava;
era o que eu, aparentemente, sentia; como saberei?!
Meus sentimentos e a vida se uniram,me bateram, me surraram;
apanhei tanto,
tanto,
aprendi a bater, a massacrar;
aprendi a me recolher dentro de mim mesmo por causa delas.
meus sentimentos me fizeram esconder,
dentro deles mesmo!
A vida me ensinou a escrever, poesias de vida,
Poesias do coração!

Pequena Carta de um Idiota!

Eu tenho o pessimo de costume de me perder em ideias e pensamentos;
E tenho um costume ainda pior, que é o de me perder em meus próprios sentimentos, não sei bem o que acontece só sei que eu não consigo interpretá-los ou compreende-los. No final de tudo eu nem sei o que quero ou por onde começar a querer. Não sei nem o que é sentir de verdade ou como é sentir.
O que eu realmente quero dizer é que apesar de parecer tão maduro, eu não cresci. Me fiz prisioneiro da minha adolescência e me tornei um amigo de longa data do medo e das duvidas. Consigo ser mais inconstante que um geminiano, como já deve ter percebido e tudo isso só me faz solitário e egoísta ou pelo menos é assim que vejo.
Eu quis e talvez ainda queira você, eu gostei e talvez ainda goste de você.
Mas eu não sei o que fazer, eu não sei como é tomar atitudes, eu não sei como é dizer isso pra alguém sem antes ter ouvido. Não sei dizer o que sinto sem antes saber o que o outro sente. Cai tanto ao longo da minha inútil e obvia vida e não quero mais ver o chão me machucar.
E ser sozinho me faz bem, eu acho! Na verdade eu acho que me faz bem, porque mesmo quando estou com alguém eu me sinto sozinho e só estou falando isso porque quero que você perceba que eu não me conheço e que eu não me entendo, que estou tão perdido dentro de mim mesmo que não sei se posso ou tenho o direito de fazer você se perder.
O meu jeito sério, rude e as vezes hostil não é maturidade, é apenas a mais sincera demostração do quanto tenho que amadurecer. E no final de tudo, lhe devo desculpas.

Minhas sinceras desculpas por lhe ser tão útil e inútil ao mesmo tempo!

domingo, 9 de outubro de 2011

Tempo, Tempo, Tempo!

Tempo, Tempo, Tempo!

Tempo egoísta, insensível Tempo;

Caro Tempo, que é caro;

Tempo, Tempo, Tempo!

Não espera, corre;

Não observa, apenas olha,

Senhor da sincera falsidade,

da verdadeira mentira!

Tempo, Tempo, Tempo,

difícil de manusear, fácil de perder,

Impossível guardar, impossível roubar,

um bom presente para se dar;

Tempo, Tempo, Tempo,

egoísta Tempo, sem tempo!

Tempo larápio, Professor Tempo;

Tempo que se doa, se entrega por inteiro

Difícil de entender, mais difícil ainda usar

para poucos a capacidade de apreciar;

Tempo, Tempo, Tempo!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Posso?!

Posso fingir que a bebida me conforta,
que afoga minhas lembranças e desfaz meus pensamentos;

Posso fingir que o que você diz são apenas ondas imperceptiveis
De uma freqüência sem sentido;

Poso fingir o que eu sinto não é real ou que apenas é real em um mundo imginário;

Posso escrever poemas e versos indigestos e incompreenciveis;
Posso tentar definir vida usando o futil dicionário dos homens;
Posso definhar fingindo estar em ascensão;
Só não se posso fingir ou pelo menos não aceitar o fato de ainda te amar!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sem ser'

Caminhos estranhos,
Noites negras e estreladas;
dias escuros e sem luz; cores sem vida.

Maçãs verdes, limões vermelhos;
maçãs azedas, limões doces e adstringentes.
Pele fria e quente; pele sensível, coração duro!

Melodias sem encanto, sem sentido;
Poemas sem amor, poemas sem poesia;
Comida sem sabor; pele sem calor.
Vida sem amor!

Toques amaveis, atitudes veneráveis;
tolices idolatraveis,
Amores recordaveis!

Vidas desconexas,
Homens desconexos, tão perdidos;
que trazem na arrogante inocência do seu olhar,
vestigios do “não saber amar”...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Coração Machucado

Injuriado,

Por muitas vezes julgado, por poucas vezes compreendido;



Sem valor, sem beleza, capaz de deixar-se matar;

Trilhas a seguir, trilhas e caminhos solitários;

Desamparado;

Feito apenas para amparar, não para ser amparado.



Soldado,

Pronto para a guerra,

Pronto para entregar vida a um fanal,

um fanal que guia e que faz-se perder,

um martírio constante;



um lugar que era quente,

hoje é frio;

um lugar que à muito reinava a luz,

hoje é trevas;



Endurecido,

Não por querer, por dever;

por exigência da vida e dos que vivem,

por ter se entregado ao mundo e a tortura insana que é amar,



coração insano,

sem alento, corrompido pela dor,

hoje, sem fanais sólidos, quem dirá abstratos,



Coração amargo,

carrasco de si mesmo,

coveiro do próprio tumulo,

juiz da própria causa.



Que coração que,

de tal forma imerso no sofrimento,

foi atingido pela cegueira que é a ignorância;

Coração duro, coração mole, coração amargo;

Coração machucado.

Apenas uma Crônica

Pensar que tem tudo... mas ainda assim sentir um imenso vazio...

Observar o horizonte e não ver nada; estar entre milhares de pessoas e ainda assim sentir-se como se estivesse em um batel perdido em águas não mapeadas.

Pessoas e acontecimentos que mais parecem cristais frágeis;

Cristais frágeis ou apenas mais uma menção a superficialidade da vida?

Momentos de ansiedade, incertezas...

Quem nunca se perguntou "Qual o sentido da vida?!" e quantos encontraram a resposta?

Quem nunca se perguntou " O que é o amor?!" à esses a vida tratou de dar uma demonstração...Mas essa mesma vida tratou de lhes pregar uma peça!

A vida aparentemente não tem sentido; as pessoas aparentemente perderam seus valores; o mundo aparentemente perdeu o amor;

Perdeu-se o amor ou desaprendemos a amar? Não, nem um nem outro, apenas aprendemos a nos contentar com o pouco, com prazeres momentâneos e fúteis. Achamos que amamos...então descobrimos que na verdade somos egoístas e que não amamos, apenas somos obsecados pela ideia de ser amado, de ser querido, de ser desejado.! Mas..não sei, as vezes quando deito na cama a noite fico pensando que amei, que fui amado e na maioria das vezes concluo que não sei,que talvez eu seja apenas um tolo, acho que nossos sentimentos dependem muito mais dos outros do que de nós mesmos para existirem. nessas noites em que me entrego aos pensamentos, pergunto a mim mesmo o porque nos contentarmos com tão pouco? a resposta é simples, amar é se entregar a um mar de possibilidades, se tornar frágil, inconstante, bobo, é ter coragem para tudo e a coragem tem como base a fé e a fé é um pulo no escuro. Amar é um pulo no escuro, é como se você fosse cego e desse a mão à alguém que aparentemente irá lhe guiar...A base do amor é a confiança e só é difícil amar porque existe o medo de confiar...

O amor hoje é como uma peça de museu: existem poucas peças verdadeiras e as poucas que existem estão guardadas a 7 chaves.